| Síntese |
A crescente presença de poluentes emergentes nas águas superficiais constitui uma nova ameaça para a qualidade da água a nível mundial, que impõe novos desafios no campo da monitorização e tratamento destes poluentes. O projeto FARMASENSE propõe-se desenvolver uma inovadora metodologia analítica para deteção de fármacos em efluentes e uma tecnologia por plasma não-térmico para a sua remoção. Esta metodologia analítica consistirá num sensor eletroquímico molecularmente impresso de elevada sensibilidade e seletividade. A principal inovação do projeto centra-se na elevada sensibilidade deste sensor, que será maximizada pela combinação de estratégias ao nível de nanomateriais e procedimentos de preparação e pré-concentração de analitos. Este sensor apresentará como vantagens ser um método rápido e económico face às metodologias analíticas convencionais, podendo contribuir para que sejam estabelecidas práticas de monitorização de rotina destes poluentes no controlo ambiental da qualidade de águas e efluentes. Será investigada e desenvolvida uma tecnologia inovadora de oxidação avançada baseada em plasma não-térmico, como alternativa segura, eficaz e competitiva no tratamento de fármacos presentes em efluentes. O consórcio é constituído por duas PMEs, a WEDOTECH e a AST - AMBIENTE, que são especialistas no desenvolvimento e fornecimento de tecnologias de tratamento de emissões gasosas, lixiviados e efluentes, e pelo ISEP, entidade SCT com forte investigação nas áreas de química analítica e eletroquímica. O conhecimento científico e tecnológico gerado pela oportunidade do FARMASENSE terá um vasto potencial de aplicação transversal a outros sectores. Este projeto promove captação de capital humano especializado e fomenta a aplicação de nanotecnologias no desenvolvimento de produtos de alto valor acrescentado, considerados como prioridades de especialização inteligente na região Norte. |