| Síntese |
O fim das tarifas subsidiadas à produção descentralizada, tendência Mundial no setor da Energia, coloca novos desafios ao projeto fotovoltaico, nomeadamente quando se consideram regimes de autoconsumo. Ao contrário da anterior micro e minigeração, a exploração dos investimentos depende agora do balanço instantâneo entre produção fotovoltaica e consumo da instalação, e não apenas da produção. O projeto ótimo requer não só distintos conhecimentos (análise de investimentos, projeto elétrico, metodologias de previsão, otimização com múltiplos objetivos, restrições e não linearidades, entre outros), como disponibilidade de tempo para levar a cabo diferentes simulações, amiúde só possíveis com ferramentas de referência (ex. PV*SOL ou PVsyst). Nestas ferramentas cabe ao projetista definir a configuração das matrizes fotovoltaicas avaliadas para tentar encontrar a potência ótima. Por cada configuração a testar é necessário definir e correr nova simulação. Esta realidade tem duas consequências adversas. Por um lado, o maior rigor na fase de projeto limita a disponibilidade de promoção junto de clientes prospetivos. Por outro lado, estes clientes não têm normalmente forma de aferir a priori a qualidade dos investimentos que lhes são propostos. A visão do PV SPREAD assenta na criação de um ecossistema que, apoiando o fornecedor/projetista de instalações fotovoltaicas em todas as fases do projeto, permita automatizar e otimizar a elaboração desses projetos, libertando estes profissionais para a promoção do setor. Por outro lado, pretende-se dar aos clientes a garantia de que lhes são propostos investimentos criteriosos, num clima de confiança e rigor, que acelere a disseminação destes aproveitamentos. Para implementar esta visão, define-se um inovador ecossistema de software e hardware, que apoie o projetista de forma sem precedentes, ao longo de todas as fases do projeto fotovoltaico, reduzindo a incerteza e atestando o rigor e qualidade do último. |