| Síntese |
Atualmente na produção de peças poliméricas com geometrias complexas e ocas é utilizada a tecnologia de injeção assistida por água/gás (fluído) ou projétil. O processo consiste na injeção de água a pressões elevadas (até 200 bar), isto ocorre após o fecho do molde e injeção de polímero até ao preenchimento total da zona moldante. A injeção de água a pressões elevadas vai forçar o polímero, do núcleo da peça, a ser expulso para um reservatório. Esta expulsão de material é possível não só graças às elevadas pressões da água, mas também porque o polímero ainda se encontra num estado viscoso, facilitando o seu escoamento. A tecnologia de injeção assistida por fluído pode ser implementada por injeção direta de água/gás ou, injeção de água assistida por projétil. Dentro destas vertentes existem algumas limitações que as entidades do presente consórcio têm vindo a investigar e para as quais têm vindo a desenvolver conceitos e novas soluções inovadoras. Apesar dos avanços consideráveis que têm vindo a ser desenvolvidos (pelas empresas do consórcio) no âmbito do processo, não existem equipamentos, desenvolvidos, no mercado com valências que permitam a sincronização quer com máquina de injeção quer com a ferramenta molde e que permitam explorar a totalidades dos avanços em curso no domínio como por exemplo a produção de canais multi-ramificados, a produção de condutas com variação de secção com projeteis cuja forma muda. Para além disso é sabido que a espessura de polímero nas condutas depende da viscosidade e, portanto, da temperatura da interface do molde. Assim uma valência que estes sistemas deveriam ter e não têm é o da sincronização com a temperatura do molde (30 ºC a 250 ºC). Esta lacuna existente aos dias de hoje nos sistemas de injeção assistida por água (que constituem um periférico essencial neste processo) tem impedido e limitado a transposição para a industrialização dos avanços referidos. |